Bargaço repaginado
18 julho, 2008
Guilherme Gomes, Ricardo Rocha e Franklin Gomes (Foto: Fernando Machado)
O restaurante Bargaço está em novo endereço. Por 17 anos a vista foi para o mar, e a desde quarta-feira, os olhares estão voltados para a bacia do Pina, que já foi sede de diversas competições náuticas e ainda hoje é uma das paisagens mais privilegiadas do Recife, com cenário do Cais José Estelita e centro do Recife. O endereço é bem conhecido dos pernambucanos e passagem para quem segue para o Centro do Recife e Olinda, anexo ao Clube Líbano Brasileiro.
Adriana Moreira Costa, Paulo Roberto Barros e Silva e Mendonça Filho
O novíssimo Bargaço foi pensado para o nosso clima e está bem mais aconchegante, para apresentar sua culinária do mar. O restaurante, com 400m² de área total e 230 lugares, é um projeto comprometido com o ecológico, uma iniciativa que faz a diferença. Foram usadas madeiras de reflorestamento, demolição, ladrilho hidráulico, tijolos antigos de demolição, tecidos e palha de bananeira, dando uma característica rústica e elegante a casa.
Débora e Gustavo Krause (Foto: Gleyson Ramos)
A arquiteta baiana Valéria Gomes criou uma varanda propícia para um happy hour e contornada por um jardim e um lago artificial com plantas aquáticas e carpas. O salão principal é todo climatizado e fechado com vidros para oferecer a oportunidade de se apreciar a paisagem do rio e da Cidade.
Guilherme, Vlademir e Franklin Gomes (Foto: Fernando Machado)
Com uma adega climatizada para 400 garrafas é um espaço pensado para reunir amigos, antes ou depois da refeição, com conversas e reuniões íntimas regadas a excelentes vinhos e espumantes. Recebendo os convidados estavam Ricardo Rocha, (filho do fundador Leonel Evaristo da Rocha, falecido recentemente), Guilherme, Vlademir e Franklin Gomes, sócios-proprietários.
Eliane Pompeu e Joezil Barros (Foto: Fernando Machado)
No projeto do imóvel, a varanda ganhou mesas com madeira de demolição e cadeiras em pátina branca estofadas em tecido floral azul e branco. O salão principal recebeu luminárias em forma de calhas de madeira e iluminação embutida, além de arandelas em palha de bananeira – o material pode ser visto em outros ambientes do estabelecimento forrando balcão e aparadores. A palha de bananeira é um projeto de responsabilidade social da Usina Laranjeiras, na Zona da Mata de Pernambuco.
Jorge Branco e a vereadora Priscila Krause (Foto: Fernando Machado)
Um elemento que chama atenção é um barco usado em competições náuticas, preso à parede de tijolo descascado. A arquiteta utilizou ainda um piso de granilite original do imóvel, inserindo detalhes de ladrilho hidráulico, para dar a “cara” pernambucana ao local. Juntos, esses elementos conferiram uma releitura do regional ao tradicional-contemporâneo no restaurante.
Cecilia e Eduardo Gomes (Foto: Fernando Machado)
A cozinha tem o comando do chef Rosendo Vitor, que atua na casa há 17 anos, sempre com a mesma dedicação e como se fosse o seu primeiro dia de trabalho. O restaurante foi eleito pelo décimo ano consecutivo O Melhor de Pescado, pelo júri Os Melhores da revista Veja Recife. O encontro foi embalado pelo Quinteto Landa.
João Bosco Tenório e Marta (Foto: Fernando Machado)
Quem prestigiou o coquetel, acontecido quarta-feira, pôde conferir uma pequena amostra do cardápio da casa. Da Bahia veio especialmente para preparar os acarajés, a chef Dina. E estava uma delícia. Também foram servidos bolinhos de bacalhau, camarão empanado, vatapá, casquinhos de siri gratinado, caldinho de camarão e siri. Todos os peixes, camarões e frutos do mar servidos no Bargaço chegam frescos de fornecedores do Nordeste e prontos para ganhar o sabor exclusivo do restaurante.
O chef Rosendo Vitor (Foto: Fernando Machado)
Informação histórica: O restaurante Bargaço surgiu na década de 70, em Salvador, graças ao pernambucano Leonel Evaristo da Rocha, que antes tinha vivido em Pernambuco. A história do nome da casa é curiosa. O estabelecimento era para ser chamado de Bar do Garçom, mas um descuido do pintor na confecção da placa gerou o nome Bargaço. Depois de Salvador, a filial pernambucana foi a primeira aberta no Brasil (1990). O Bargaço funciona no sistema de licenciamento de marca com filiais em São Paulo, Brasília, Fortaleza e João Pessoa.
Isabela Dantas e Karla Paiva (Foto: Fernando Machado)
Enviar por e-mail
















(9 votos, média: 4.22 de 5)
Deixe um comentário