Miss Pernambuco de 1958
31 maio, 2008
No dia 31 de maio de 1958, numa noite de sábado, os salões do Clube Português do Recife, estavam lotados, todos de traje passeio, para a festa da escolha da mais bela pernambucana. Foi um concurso da pesada com mulheres lindas e elegantes. A jovem Marly Munford, Miss Gravatá, desistiu. Os maquiadores foram Múcio Catão, Alberto Zampolioni e Hemê Pessoa. Alécio, Alberto Zampolioni, Ernane e Aparecida os cabeleireiros.
As candidatas ao título em pose especial para o Diário de Pernambuco (Reprodução)
Disputaram o título nove candidatas: Josefina Barreto (América), Lígia Vilas (Cabanga), Maria Helena Padilha (Círculo Militar), Sylvia Martins de Almeida (Clube Internacional do Recife), Maria de Lourdes Costa (Jet Club), Louise Brendell (Clube Náutico Capibaribe), Sônia Maria Campos (Santa Cruz Futebol Clube), Iara Portella (Clube dos Universitários) e Ingrid Hoffmann (Clube Português do Recife).
As favoritas Sônia, Ingrid e Louise (Reprodução do Diário de Pernambuco)
De acordo com o Diário de Pernambuco, coordenador do evento, o mais belo corpo era o de Josefina Barreto, a mais elegante Louise Brendall, as pernas mais bonitas eram as de Maria Helena Padilha e as que tinham as medidas perfeitas eram as de Ingrid Hoffmann. Dá para se notar que Sônia Maria Campos, que tinha participado no ano passado como Miss Círculo Militar, não tinha muita chance.
Louise Brendell e Sylvia Martins (Foto: Arquivo pessoal)
Já era domingo quando a comissão julgadora formada pelas as senhoras Fernando Bandeira de Melo, Aníbal Fernandes, Miguel Vita e Beroaldo de Lucena e Mello, os senhores Lula Cardoso Ayres, Álvaro Ferraz, Mauro Mota, Fernando Trigueiro e Alex, anunciaram o resultado.
Ingrid Hoffmann era a franca favorita do concurso (Reprodução do Jornal do Commercio)
A Miss Pernambuco de 1958 foi a representante tricolor Sônia Maria Campos (1m71 de altura, 62kg de peso, Busto e quadril 91 cm, cintura 60 cm, coxa 60 cm e tornozelo 20,5 cm), que usou um modelo preto do decorador Torquarto Bertão. A segunda colocada foi a paraibana Ingrid Hoffmann do Clube Português, que desfilou num modelo de Marcilio Campos e a terceira Louise Brendell do Náutico, riscou a passarela num vestido de Victor Moreira.
Sônia Maria Campos na passarela do Português (Foto: Arquivo Pessoal)
Pelos bastidores do concurso: A jornalista e Miss Pernambuco de 1956 Nelbe Souza ficou muito magoada por ter participado da comissão julgadora. O cronista Altamiro Cunha estava radiante com o resultado, pois Sônia era sua preferida. O cronista Alex declarou abertamente que era partidário da Miss Português. A senhorita Elza Hoffmann, disse em alto e bom som, que não sua irmã, Ingrid Hoffmann, não poderia ter sido desbancada por uma molecota. Estes potins estão na coluna Society Confidencial da Revista de Nordeste de julho de 1958.
Sônia numa pose na Praia de Boa Viagem (Foto; Arquivo Pessoal)
Como Sônia Maria Campos, foi consagrada no Miss Brasil, faturando o segundo lugar. Adalgisa Colombo, venceu mas não convenceu e levou a maior vaia da história do Maracanãzinho. Esta apoteose da molecota calou a boca de muita gente.
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2 Comentários para “Miss Pernambuco de 1958”
1Rosa Araújo
5 setembro, 2008 @ 8:57 pm
Sônia, até hoje continua linda por dentro e por fora.
Mora em São Paulo, tem 05 filhos casados e muitos netos e neta.
Quando sai na rua… todo mundo olha…
2Marl Mota
5 outubro, 2008 @ 8:30 pm
Uma bela época a dos concursos de MissPernambuco, década de cinquênta. O jure de alto nível. Nele figuravam além de autoridades, jornalistas, escritores, artistas e senhoras da sociedade. Algumas vezes Mauro Mota fez parte da comissão julgadora. Dificil escolher a mais bela!Conheci a miss Pernambuco Sônia Maria Campos, de perto, numa recepão na casa do inesquecível Consul francês Marcel Morrin. Lembro do amigo Altamiro Cunha o maior crônista Social da época present à festa, encantado com a escolha da representanre da beleza pernambucana.
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