Helena Pessoa de Queiroz e Demazinho Gomes
30 setembro, 2007
Faz 35 anos, hoje, que a diva da sociedade pernambucana Helena Pessoa de Queiroz, já falecida, revolucionou o nosso high ao casar com jovem Waldemar Gomes Filho, 30 anos mais novo do que ela. Foi um arrepio geral. Os verdadeiros amigos consagraram sua decisão, já os falsos conspiraram contra o novo casal.

Frei Antônio oficiava o casamento de Helena e Demazinho sob o olhar atento da senhora Luci Lapa  (Fotos: Arquivo da famÃlia)
A festa aconteceu na sua bonita residência da Avenida Boa Viagem, chamada Casa Goiaba, (que em 1940 funcionava como pousada chamada Villa Carla). Para quem não viveu a belle époque recifense, era comum as pessoas ficaram na frente dos clubes para assistir a chegada dos convidados. Esta reunião chamava-se sereno. E não é que o casamento da HelenÃssima teve direito a esta honraria. O sereno era uma prova da grandiosidade de uma festa.
Carmita Dantas Bastos, Demazinho, Luci Lapa e Guiomar Holanda Gomes
Naquela noite, Helena reinou absoluta num caftã amarelo, criado pelo mago da moda Marcilio Campos. O coiffeur Paschoal assinou seus cabelos. Noivo, Demazinho, usou um terno do alfaiate Bruno Perrelli. O casamento religioso aconteceu no salão de recepções, onde sobre uma mesa do século 18 repousava um lindo crucifixo de marfim. A cerimônia foi oficiada por frei Antônio (BasÃlica do Carmo) substituindo Dom Gerardo, amigo da famÃlia, que teve de viajar ao Rio de Janeiro para uma reunião religiosa.
Gilberto Freyre e sua Madalena conversam com Lotinha Pessoa de Queiroz
Foi uma noitada no melhor estilo dos deuses, refinada e elegante. O décor verdadeira relÃquia era um mix de obras de artes. Destaque-se a notável coleção de opalinas e a de peças chinesas, sem esquecer os cristais de Bacarat e as porcelanas franceses. Do teto pendia um lustre também de Bacarat de 10 braços. A Casa Goiaba era um verdadeiro santuário de arte.
Conceição Paiva, Marcilio Campos e Maria Clara de Mello Mota
Informação necessária: Helena, também chamada a Dama de Vermelho, tinha na sua pinacoteca 17 retratos seus pintados, por vários artistas plásticos, mas lembro apenas Fernando Lopes e Pierre Chalita. Nas paredes podia-se encontrar ainda telas de Lula Cardoso Ayres, Zuleno, Scliar, Ernesto Lopes, Francisco Brennand, Adão Pinheiro, Sacramento e Maria Carmen. Â

Leny e Otaviano Dias com Cid Sampaio
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O jantar très chic foi de fazer inveja a Apicius. A pièce de ressistence foi frutos do mar. Este pout-pourri culinário foi todo ele feito em casa, como aconteceia nos grandes salões da época. Pilotando tudo estava o mordomo Valdemar Galdino. Para sobremesa todos os tipos de doces imagináveis. Um conjunto de cordas fez o fundo musical. Em sÃntese foi au grande complet.
Marcos Siqueira, Irene Silva, Demazinho e HelenaÂ
Entre os padrinhos anotamos Lotinha e F. Pessoa de Queiroz, Madalena e Gilberto Freyre, Lourdes e Lula Cardoso Ayres, Dulce e Cid Sampaio, Carmen e Antônio Tartaruga, Carmen e João Bezerra de Alencar, Conceição e Clóvis Paiva, Maria Digna e Ricardo Pessoa de Queiroz, Carmita e Jorge Dantas Bastos, Rosa e Ricardo Guerra, Ana Maria e José Cordeiro de Castro, Lucila e José Adolfo Pessoa de Queiroz.
Sentados Ruy de Lima Cavalcanti e Lúcia Helena Henriques com Eduardo Henriques e Irene Silva
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Nesta noite estrelada pela crema de la crema da sociedade pernambucana estavam Tereza e Ruy de Lima Cavalcanti, SÃlvia e José Adolfo Pessoa de Queiroz, Marta e Frederico Henriques, Lourdinha e Sérgio Cabral da Costa, Maria Clara e Lizanel de Mello Mota, Lucy e João Lapa, Ester e Manoel dos Santos, Lúcia Helena e Eduardo Henriques, SÃlvia e Gustavo Colaço, Celina e Antônio Camelo, Marita e José Paes de Andrade, Lúcia e Manoel Aroucha, Niedja e Hilton Cunha, Marluce e Wilson Lustosa, Tereza Helena e Fernando Villa Chan, Guiomar e Waldemar Gomes, Leny e Otaviano Dias, Tereza e José Arthur Latache, Carminha e Antônio Araújo.
Cid Sampaio e Lula Cardoso Ayres
Duas grandes damas do high society: Laura Bandeira e Ada Queiroz. Da coluna social Fátima Bahia (Diário da Noite) e João Alberto Sobral (Diário de Pernambuco).
Carmen Tartaruga assinando o livro de testemunhas
Também tÃnhamos o figurinista Marcilio Campos, a modelo Germana Siqueira, a senhora Ceci Oliveira, o maestro Cussy de Almeida, o teatrólogo Marcos Siqueira, o babalorixá Pai Edu, decorador Gilvan Cantinho e o escritor Orley Mesquita.

Demazinho e Helena ao lado do pai e madrasta do noivo Waldemar Gomes e GuiomarÂ
A Casa Goiaba, foi demolida é erguido o edifÃcio Sirus, foi cenário de festas deslumbrantes.
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Demazinho e Helena ao lado de Ricardo e Frederico Pessoa de Queiroz, José Adolfo Pessoa de Queiroz Filho e José Pessoa de Queiroz Bisneto
Helena, Demazinho, Lucila Pessoa de Queiroz e Pai Edu
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Hilton Cunha, Nereu Bastos, Helena, Demazinho e Antônio Camelo
Lotinha Pessoa de Queiroz, Orley Mesquita e Cid Sampaio
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Lourdes Cardoso Ayres de costa, Maria Clara Mello Mota, Conceição Paiva, Gilberto e Madalena Freyre
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Lúcia e Manole Aroucha, Cussy de Almeida, José Paes de Andrade, Helena, Marita Paes de Andrade e DemazinhoÂ
Lotinha Pessoa de Queiroz e Esther de Siqueira Santos
Rosa Guerra, Germana Siqueira e Fátima Bahia
Dulce Sampaio, Demazinho, Helena e Niedja Cunha
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8 Comentários para “Helena Pessoa de Queiroz e Demazinho Gomes”
1carlos
14 dezembro, 2007 @ 10:42 am
O sobrenome Pessoa de Queiroz não iniciou da fusão de Dona Mirandolina Pessoa e João dr Queiroz,embora sejam os mais importantes.Minha Bisavó-Dona Clara Pessòa de Queiroz,avó de muitos polÃticos pernambucano,de Timbaúba,Nazaré da Mata,Limoeiro e Surubim,era paraibana de Umbuzeiro,era prima do usineiro Júilo Queiroz,segundo ele mesmo.Ela nasceu bem antes de Dona Mirandolina-1840 e já usava o sobrenome Pessoa de Queiroz,como se não bastasse,o seu pai,Boaventura de queiroz,que nasceu por volta de 1810 tambémo o usava.Quero dizer que na pequena Umbuzeiro,há 100 anos do casal mirandolina e joão de Queiroz usarem esse grandioso sobrenome,outros já usavam.NA MINHA FAMÃ?LIA O SOBRENOME NÃO PROSPEROU Porque minha bisavó absorveu o sobrenome do seu marido e primo-ANTÔNIO Noberto Camelo Pessoa.Pessoa de Melo,Pessoa Maranhão,Pessoa de Queiroz são todos descendentes dos Camelo Pessoa,sobrenome antigo,mais de 400 anos,ainda hoje existente.Espero que não tenha criado confusão,apenas clarificar um pouquinho a história da famÃlia Pessoa,que também é a minha história
2MaurÃcio Pessoa de Melo Neto
3 março, 2008 @ 12:03 am
Estou em busca das origens de minha famÃlia, mas infelizmente hoje vivo nos EUA e não tenho tanto contato com meus tio-avós ainda vivos… por isso resolvi fazer umas pesquisas aqui na net mesmo.
Meu bisavô paterno se chamava Epitácio Pessoa de Melo, casado com Doralice Cordeiro de Melo. Meu avô, filho deles, se chamava MaurÃcio Pessoa de Melo. Aquele do EdifÃcio Pessoa de Melo e do Recife Plaza Hotel, da esquina da Rua da Aurora e Av. Conde da Boa Vista, em Recife. Algum parentesco?
3José Pessoa de Meneses
30 março, 2008 @ 10:59 am
O meu conhecimento com relação aos meus descendentes, é, sou filho de Maria Barbosa Pessoa de Menezes e neto de Maria Madalena Pessoa de Farias, todos natural de Camusim – CE. e tenho curiosidade de saber sobre a história dos meus antepassados.
4Danilo Silva Pessoa de Queiroz
5 abril, 2008 @ 1:48 am
Acho que sou um dos Que prevalece com um sangue de Joao Pessoa e Epitacio pessoa na atualidade pois meus avos patrenos sao primos Que se enteresaram por enteresse penso dai se reuniu anovamente a familia em São Miguel Rn e desse casamento se Herdou a Fazenda “Quintos” da Familia (Pessoa de Queiroz)
5alexandra
19 junho, 2008 @ 6:45 pm
mas ela já tinha escandalizado anos antes Recife quando, ela casada e com filhos, fugiu para o Rio de janeiro com o advogado de seu pai que era casado tambem e tinha uma filha…..
6Roberto Pessôa Filho
13 julho, 2008 @ 1:29 am
Excelente ! Todos os comentários e depoimentos familiares acima foram e são muito gratificantes, pelo interesse de cada um em identificar suas origens e de se aglutinarem familiarmente. Esta familia iniciando-se Silva PESSÔA (com assento) é forte, originando-se dai,por decendência direta ou colateralmente, com as uniões que se seguiram, os ramos Pessôa de Queiroz, Pessôa de Melo, Pessôa Guerra, Camelo Pessôa, Pessôa Maranhão, Cordeiro Pessôa,com predominância pioneira em Pernambuco (Nazaré da Mata e regiões póximas como Timbaúba) e depois na Paraiba (Umbuzeiro, onde nasci e sendo sobrinho neto de Epitácio Pessôa, neto de Antonio da Silva Pessôa, irmão de Epitácio, e primo de João Pessôa). Há um braço forte da familia no Ceará, que precisamos identificar o precursor lá nos primórdios de José da Silva Pessôa em Pernambuco,ou antes, de onde nasceram descendentes aqui que formaram as familias Pessôa de Araújo e Paula Pessôa, ramos mais fortemente identificados.
7janio fabricio
27 outubro, 2008 @ 1:46 pm
meu pai emeu tio trabalharam na usina santa terezinha junto com helena pessoa de queiroz e josé pessoa de queiroz ambos estao vivos…
matenha contato
8Emocionante
14 novembro, 2008 @ 11:44 am
Procuro meu nome no passado de meu bisavô chamado Estácio Queiroz que foi do Ceará para Carutapera no maranhão.Possuidor de seis Marias nesse municÃpio e no Iriri Mirim.Referido Tenente Coronel morreu em 1906. Por favor se souberem algo desse personagem ficarei muito feliz por saber de onde vim. Meu Avô chama-se Canuto Queiroz e minha avó Marieta Menezes( Poetisa).
Grande abraço
Sou paraense e minhas raizes estão no nordeste
João Alberto
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